junho 18, 2026 Marilyn Ayma Gomez 4 min read 696 views

T’aqrachullo ou María Fortaleza, Espinar, Cusco

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Oferece um fascinante mistério histórico.

O que é e onde se localiza?

T’aqrachullo (do quéchua T’aqra: rocha-mãe e Chullo: reservatório de água esculpido na pedra) está localizado no distrito de Suykutambo, província de Espinar, ao sul da região de Cusco, a aproximadamente 4.100 metros acima do nível do mar.

Situado estrategicamente no topo de um impressionante penhasco rochoso no coração do cânion do rio Apurímac, diretamente conectado à Qhapaq Ñan (Estrada Inca) que levava a Contisuyo.

Notícias e Descobertas Recentes (maio/junho de 2026)

O que parecia ser um sítio arqueológico menor revelou-se um enorme complexo. As descobertas apresentadas recentemente pelo Ministério da Cultura e pelos arqueólogos responsáveis ​​(como Emerson Pereyra) deixaram todos sem palavras:

O grande tesouro de 3.000 lantejoulas: Uma das descobertas mais impressionantes foi a de quase 3.000 contas ou lantejoulas de ouro, prata e bronze escondidas em um saco de material orgânico. Elas faziam parte de um conjunto brilhante de insígnias cerimoniais pertencentes à elite inca.

Mais de 600 estruturas: Moradias, templos, fontes sagradas, praças, recintos funerários e uma enorme kallanka (um grande espaço comunitário inca para viajantes no Qhapaq Ñan) foram escavados.

A Fortaleza Perdida de Ancocahua?

Arqueólogos e pesquisadores (seguindo a hipótese do renomado explorador Johan Reinhard) sugerem fortemente que T’aqrachullo seja, na verdade, Ancocahua, um santuário/oráculo inca mítico e incrivelmente rico, descrito por cronistas espanhóis e “perdido” por séculos.

Exposição atual em Cusco: Em junho de 2026, os impressionantes artefatos recuperados (cerâmica Wari, líticos e o tesouro de ouro e prata) foram expostos temporariamente pela primeira vez no Museu Casa del Inca Garcilaso de la Vega, no centro histórico de Cusco.

Desmistificando:

Após sua descoberta, muitos veículos de mídia sensacionalistas afirmaram que se tratava de “uma cidadela quatro vezes maior que Machu Picchu”. Os arqueólogos do projeto já esclareceram que isso é falso em relação à sua extensão territorial. T’aqrachullo abrange aproximadamente 17 hectares, em comparação com os mais de 32.000 hectares do santuário de Machu Picchu.

“Nunca vi nada em Machu Picchu comparável ao que encontramos em Taqrachullo”, disse o arqueólogo Emerson Pereyra, referindo-se à enorme quantidade e qualidade de objetos litúrgicos e metais preciosos encontrados intactos no subsolo.

Informações úteis sobre Taqrachullo para sua visita

Para tornar sua experiência nesta maravilha natural perfeita, anote estas informações essenciais:

  • Altitude: 4.120 metros acima do nível do mar (requer aclimatação prévia em Cusco).
  • Clima: Frio e seco. Ensolarado durante o dia (15°C – 18°C) com ventos fortes no topo, e temperaturas congelantes à tarde/noite (podendo cair abaixo de 0°C).
  • Melhor época para visitar: De maio a outubro (estação seca), com dias claros e sem chuva.
  • Dificuldade: Moderada. A trilha é íngreme e leva de 30 a 45 minutos.
  • O que levar: Botas de caminhada, roupas quentes em camadas (com um corta-vento), protetor solar com alto fator de proteção, chapéu, água, lanches energéticos e dinheiro em espécie (soles).

Dicas de especialistas para uma viagem perfeita

Como especialistas locais em turismo no sul do Peru, queremos que você aproveite cada minuto da sua jornada sem contratempos. Aqui estão nossas melhores dicas:

  • Aclimatação prévia: Antes de subir para essas altitudes, certifique-se de ter passado pelo menos 2 a 3 dias em Cusco (altitude considerável, muito maior que a da cidade de Cusco), que fica a 3.399 m acima do nível do mar, para que o corpo sinta a falta de oxigênio durante a subida.
  • Hidratação constante: O clima andino é muito seco. Beba bastante água ou chá de coca ao longo do caminho, pois manter-se hidratado ajuda a oxigenar o corpo.
  • Lanches leves: A digestão é mais lenta em altitudes elevadas. Leve alimentos energéticos e leves, como nozes, chocolate amargo ou biscoitos, evitando refeições pesadas antes da viagem.

Culturas sobrepostas


Um detalhe fascinante para os leitores amantes da história é que T’aqrachullo não pertence exclusivamente aos Incas. Escavações demonstram que o local foi sagrado por séculos para diferentes culturas: há vestígios dos Wari, dos Q’olla e da cultura local Kana, que foram aliados importantes na expansão do Império Inca. Ao chegarem, os Incas respeitaram a sacralidade do local e construíram sobre ele.